Promessa da Nova União, Raoni Barcelos mira cinturão do RFA
Escrito por Rafael Lavô    Qua, 09 de Abril de 2014 10:30    Imprimir

 

Foto: Divulgação

A Nova União ostenta os dois únicos cinturões brasileiros do UFC e o único do Bellator em solo nacional. Enquanto a tropa de elite da academia a mantém no topo do MMA mundial, novos talentos são forjados no celeiro de André Pederneiras. Um dos mais promissores é Raoni Barcelos, de 26 anos, invicto em sete lutas na carreira, e com importante compromisso marcado para esta sexta-feira, dia 11 de abril, no RFA 14, em Wyoming, nos Estados Unidos. Se vencer o também embalado Mark Dickman, ele pode se credenciar a lutar pelo título peso-pena (até 66kg) da organização, vago desde que Brian Ortega foi contratado pelo UFC.

Experiência em grandes competições e boas referências, Raoni já tem. Praticante de artes marciais desde os três anos de idade, está sempre sob os cuidados do pai Laerte Barcelos, faixa coral sétimo dan de jiu-jitsu, ex-atleta e ex-treinador da Seleção Brasileira de Luta Olímpica, e do lendário Pedro Rizzo, além da equipe Nova União. Representando o Brasil, o carioca de Marechal Hermes conquistou a medalha de bronze nos Jogos Sul-Americanos de 2010 e já disputou o Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro.

Além de todo o staff de peso, Raoni Barcelos acrescentou um importante ingrediente à sua preparação para o RFA 14: treinou com Glover Teixeira, próximo desafiante ao cinturão meio-pesado (até 93kg) do UFC, contra Jon Jones. "Na Nova União tive muito o apoio do José Aldo, Marlon Sandro e de toda a equipe. Mas o que mais me ajudou, foi o tempo que passei lá nos Estados Unidos, com o Glover Teixeira. Passei quatro semanas e meia antes do carnaval, tirei muito proveito disso e meu boxe melhorou muito", conta.

Seu adversário, Mark Dickman, também tem excelente aproveitamento na carreira, mas com dois anos de vantagem, pois deu seus primeiros passos no esporte em 2010. O americano possui oito trinfos e apenas um revés no cartel, está em uma sequência de três vitórias seguidas e tem a trocação como ponto forte, com seis nocautes.

"Eu vi algumas coisas dele e deu para ver que tem uma boa postura de boxe, é um cara striker, apesar das lutas de wrestiling e jiu-jitsu, já nocauteou bastante gente. Mas estou preparado e independente do adversário, eu vou para nocautear", garante, completando sobre sua estratégia. "Vou sentir a luta primeiro e trazer para o meu jogo. Não adianta ter pressa. Vou tentar quedar e trabalhar o ground and pound porque esse é o meu estilo".

No que depender da vontade de Raoni, ele seguirá os passos dos companheiros José Aldo, Renan Barão e Dudu Dantas, para se tornar mais um campeão internacional na Nova União. "Conquistar um cinturão é uma realização de um sonho. Independente do evento, quando você conquista o cinturão, prova que é o melhor naquilo que está competindo, isso é uma grande realização pessoal e vou atrás deste desejo", afirma.